O consórcio vem se consolidando como uma solução acessível e estratégica para quem deseja organizar as finanças e investir em bens de forma planejada. Diferente do financiamento tradicional, não exige entrada, não cobra juros e oferece condições flexíveis, administradas por instituições de credibilidade.
Outro aspecto importante que dá vantagem ao consórcio em relação ao financiamento são os juros elevados no atual contexto econômico do país, que comprometem o crédito imobiliário, com parcelas mais altas e o custo total do empréstimo mais caro.
“Enquanto o financiamento trabalha com juros, no consórcio há apenas uma taxa de administração, o que o torna uma alternativa mais econômica, ainda mais no cenário financeiro no qual estamos”, explica Renato Coelho, CEO do Go.Bank, que inclui opções de consórcio em seu portfólio.
Segundo ele, o consórcio pode ser usado de maneira estratégica, seja para aumentar o patrimônio, seja para organizar projetos pessoais ou empresariais. “É possível, por exemplo, presentear filhos com imóveis no futuro ou renovar ativos de empresas, como veículos e equipamentos”, destaca.
Mais do que uma forma de aquisição, o consórcio estimula disciplina financeira, já que o participante se compromete a guardar mensalmente um valor. A carta de crédito contemplada pode ainda ser vendida, permitindo realocação de recursos, ou direcionada para investimentos, como a compra de um imóvel para locação.
“O consórcio é versátil e se adapta a diferentes perfis financeiros”, resume Coelho.
Como funciona?
- Formação de grupos: os participantes se reúnem em grupos organizados por administradoras autorizadas, contribuindo mensalmente com valores pré-definidos.
- Contemplação: a carta de crédito é concedida por sorteio ou por lance, que pode ser feito com recursos próprios ou com parte do valor da carta (lance embutido).
- Carta de crédito: quando contemplado, o participante recebe o valor integral à vista, o que permite negociar melhores condições com fornecedores.
- Correção monetária: o valor da carta pode ser corrigido por índices como IPCA ou INCC, protegendo o poder de compra frente à inflação.