Go.Bank apresenta soluções para substituir o crédito bancário e alinhar o capital estruturado à alavancagem dos negócios.
A combinação de juros elevados, maior seletividade do sistema bancário e necessidade crescente de financiamento para expansão tem levado empresas a repensar suas fontes de capital. Nesse cenário, a estruturação financeira, associada a grandes corporações, torna-se alternativa para companhias do middle market, que apresentam faturamento entre R$ 20 milhões e R$ 500 milhões.
A mudança reflete uma transição do modelo reativo de tomada de crédito para uma abordagem mais proativa e diversificada de capital. Em vez de depender de linhas bancárias tradicionais, as empresas do middle market passam a acessar instrumentos de dívida estruturada e mecanismos do mercado de capitais antes restritos a grandes corporações.
“A substituição do endividamento bancário convencional por veículos de dívida estruturada permite maior alinhamento ao fluxo de caixa e potencial redução do custo financeiro”, afirma Renato Coelho, CEO do Go.Bank. Segundo ele, a estruturação de capital possibilita a adoção de instrumentos como debêntures privadas, notas estruturadas e certificados de recebíveis, com prazos expandidos e flexibilização de garantias.
Estrutura de capital como diferencial competitivo
O crédito bancário, principal fonte de financiamento desse segmento, costuma apresentar prazos curtos, exigência de garantias reais e menor flexibilidade contratual. Já a dependência excessiva de capital próprio reduz a alavancagem e limita o retorno sobre o investimento. Nesse contexto, a busca pela chamada estruturação de capital torna-se um diferencial competitivo.
Dívida estruturada avança como alternativa
O crescimento do mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ilustra essa mudança. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam que o patrimônio líquido desses fundos alcançou R$ 734 bilhões em janeiro de 2026, avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. O movimento sinaliza a consolidação desses veículos como instrumentos relevantes na estrutura de financiamento empresarial.
A utilização de FIDCs exclusivos permite que companhias financiem suas cadeias de suprimentos com maior eficiência fiscal e operacional. Nessas estruturas, os recebíveis passam a lastrear a captação junto a investidores institucionais, reduzindo a dependência do balanço bancário e ampliando a previsibilidade do fluxo de caixa.
Além do custo mais competitivo, operações estruturadas oferecem maior escalabilidade, já que o limite de financiamento passa a estar associado à capacidade econômica da empresa, e não apenas à política de crédito de instituições financeiras.
Engenharia financeira e digitalização de ativos
A modernização do setor também envolve a digitalização de ativos e o uso de tecnologias de estruturação. A tokenização de recebíveis e plataformas de captação direta tendem a acelerar o ciclo de conversão de caixa e ampliar o acesso ao mercado de capitais.
Esse modelo permite estruturar instrumentos de dívida moldados à sazonalidade e às características específicas de cada setor, substituindo a lógica padronizada do crédito transacional. A abordagem privilegia a construção de uma arquitetura financeira de longo prazo, alinhada ao estágio de desenvolvimento da companhia.
Impacto no valor econômico das empresas
A reconfiguração da estrutura de capital reduz o custo médio de financiamento, melhora os indicadores de solvência, aumenta a capacidade de investimento e fortalece o valuation da empresa. A adequação da estrutura ao ciclo de vida do negócio também mitiga riscos e amplia a eficiência financeira.
Empresas em expansão acelerada tendem a demandar instrumentos de longo prazo, enquanto companhias mais maduras buscam otimização de custo. Negócios em transição, por sua vez, podem se beneficiar de estruturas híbridas que combinam diferentes fontes de capital.
Mudança de paradigma
“Em um ambiente de juros elevados e competição crescente, a capacidade de estruturar capital de forma eficiente passa a ser determinante para o crescimento sustentável. A tendência aponta para um mercado no qual deixa-se de depender do crédito bancário por meio de estruturas mais sofisticadas, conectadas ao mercado de capitais. O foco deixa de ser a oferta pontual de capital de giro e passa a ser o desenho de uma estrutura financeira capaz de sustentar a expansão no médio e longo prazo”, esclarece o CEO do Go.Bank.




